sábado, 11 de maio de 2013

Contação de Histórias

Sessão de leitura “Um garoto chamado Rorbeto” Objetivo: Auxiliar no processo de construção da identidade e na exploração da diversidade. Contratos didáticos: • Serão entregues os livros as crianças virados. Elas só poderão desvirá-los quando todas já tiverem recebidos os livros. Pré-leitura 1. O título da história que vou contar hoje é “Um garoto chamado Rorbeto”. O que vocês acham que vai acontecer nessa história? 2. Que personagens vamos encontrar na história? 3. Por que será que o nome do personagem da história é Rorbeto? 4. O autor dessa história é Gabriel o Pensador. Alguém aqui o conhece? O que vocês sabem sobre esse autor? Leitura Será realizada a leitura em voz alta pela professora. Pós-leitura 1.As hipóteses que vocês elaboraram inicialmente foram confirmadas? 2. Vocês descobriram por que o nome do personagem da história era Rorbeto? 3. Como vocês acham que Rorbeto se sentiu como o nome que seu pai lhe deu? 4. Como vocês se relacionam com o nome que receberam de seus pais? 5. Qual foi a grande descoberta que Rorbeto fez quando aprendeu a contar? 6. O que levou Rorbeto a realizar essa descoberta? 7. Por que vocês acham que ninguém havia percebido isso antes? 8. O que Rorbeto sentiu ao realizar essa descoberta? 9. Existe alguma relação entre o nome Rorbeto e o personagem? 10. Como o personagem achava que seus amigos perceberiam sua diferença? De que maneira isso influenciou no seu comportamento? 11. O que vocês fariam se estivesse no lugar do personagem? 12. Alguém já se sentiu como Rorbeto? 9. Como os amigos de Rorbeto perceberam sua diferença? 10. A opinião da turma foi importante para o comportamento de Rorbeto? 11. O que vocês acharam da atitude da professora em relação a opinião da turma sobre Rorbeto? 12. O que vocês fariam se Rorbeto viesse aqui na escola? 13. O que vocês sentiram ao ouvir a história? 14. O que vocês acharam da história que lemos? 15. Qual a parte da história vocês acharam mais importante? 16. O que vocês aprenderam com a discussão proposta pelo texto?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A SELVA DE PEDRA E A NATUREZA

SELVA DE PEDRA E NATUREZA
Opostos mundos paralelos, crescente selva de pedra e minguante natureza; Num reside o emprego, noutro vida e beleza.
O primeiro, que veio depois, tem pedras coloridas de azul, verde ou amarelo, mas nenhuma dessas cores são vivas como doutro, o mais belo.
Desenvolvem-se de forma inversamente proporcional, tende a selva de pedra acabar com a natural, pois possui um grande aliado, um traidor inconformado, que destrói a natureza da qual é parte integrante.
O louco é mentor da primeira última, que vai matando a última primeira. É pelo conforto, justifica o insano e o genocídio ou suicídio é aprovado e aplaudido, e a cada indústria que traz o progresso sobra menos paz, menos natureza e menos vida.
Também escravizou a si mesmo o pobre mentor e justificava que o outro não tinha alma pela diferença de cor, deu valor ao ouro e desvalorizou a flor, inventou o dinheiro e esqueceu-se do amor. Não merece mesmo viver.          (Antônio Carlos)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

VIDA SEM COR E AMARGO SABOR!

CONSCIÊNCIA NEGRA DO COTIDIANO

Maria levanta de quatro e meia, ébria, põe água pra ferver.
Orgulho da mãe parteira é a única formada de cinco irmãs.
Veste o uniforme, passa o café, acorda a mais nova das cinco que mora com ela e José.
Final do ano quer comprar um carro, fica direto de plantão, e quase dobra seu salário de enfermeira.
Agora é José que levanta apressado, de um gole bebe um copo de café, o porteiro tem que chegar primeiro.
A derradeira, Jacira, é que se arrasta pra levantar, grávida de cinco meses, fugiu da vergonha de ser mãe solteira.
Maria conhece todo povo da condução, de tanto se espremerem todo dia, no mesmo horário. José quando pode dispensa o trem e vai para o trabalho andando, são apenas cinco estações, assim, economiza o trocado do pão.
Jacira, essa coitada, trabalha em salão, desce o morro quase rolando de tão grande a barriga.
Ninguém almoça em casa, e a noite voltam cansados, a primeira é Jacira chega de cinco e meia, bem mais tarde chega Maria, José às vezes nem vem, pois além de porteiro faz entregas.
Maravilhoso mundo sem cor, ainda bem que a escravidão acabou.

                                                            Antônio Carlos